quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Gafanha do Carmo é freguesia há 56 anos

Já era paróquia desde 1957


A Gafanha do Carmo tinha, na altura da criação da freguesia, 1155 habitantes e um grau de desenvolvimento comunitário de grande valia. O sentimento de independência, acicatado pela criação de paróquia em 1957, terá levado o povo a alimentar brios de se organizar para civilmente se desligar da tutela de São Salvador, Ílhavo. 
Na sequência desse propósito, o povo organizou e endossou as suas pretensões às autoridades competentes, como era de lei.
Obtidos os pareceres indispensáveis, o processo culminou com a publicação do Decreto-Lei n.º 43 165, com data de 17 de setembro de 1960 e assinado pelo Presidente da República, Américo de Deus Rodrigues Thomaz, pelo Chefe de Governo, António de Oliveira Salazar, e demais ministros. 
Diz o Decreto-Lei que se atendeu ao que «representou a maioria dos chefes de família eleitores do lugar de Gafanha do Carmo», tendo sido considerado que «a nova circunscrição, com cerca de 297 fogos e 1155 habitantes, já constitui paróquia religiosa, tem igreja e cemitério paroquial».

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

56.º Aniversário da Criação da Freguesia da Gafanha do Carmo



Padre João Gonçalves com D. António Moiteiro
Padre João com Inês Leitão, autora do livro "O Padre das Prisões"
A Câmara Municipal de Ílhavo e a Junta de Freguesia da Gafanha do Carmo assinalam, no próximo dia 17 de setembro, sábado, o 56.º Aniversário da Criação da Freguesia da Gafanha do Carmo, numa Sessão Comemorativa, com o seguinte programa:

16h30 Concentração e visita à obra da Casa Mortuária da Gafanha do Carmo
17h00 Apresentação do documentário e do livro “O Padre das Prisões” do Padre João Gonçalves, no Centro Cultural da Gafanha do Carmo
Neste dia de aniversário, a Câmara Municipal de Ílhavo convida toda a população participar nesta sessão comemorativa, felicitando muito em especial aqueles que nasceram e habitam na Gafanha do Carmo.
 
Nota: Texto da CMI

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

A barrilha e a Vista Alegre



Um dia destes estava distraído a pensar nem sei o quê. De repente, os meus olhos pousaram na lombada de um livro de José Hermano Saraiva — Itinerário Português – o Tempo e a Alma —, que havia lido há bastante tempo. Dele guardara uma ou outra referência à nossa região. E abri a página 134, onde pontificava um título que nos diz muito: Vista Alegre — Homenagem à porcelana.
A dado passo diz assim:

«A localização da fábrica na região de Aveiro não foi mero acaso. Aveiro tinha tradição cerâmica; nos barreiros da ria tinham aparecido vestígios de caulino; na Gafanha criava-se uma erva, a barrilha, que, calcinada, era usada no fabrico de vidros e cristais.»

Confesso que nunca ouvira falar de tal erva. Mas se ele diz…
Fui ao dicionário e lá estava: 

«Barrilha (botânica), designação comum a plantas do género Salsola e Halogeton, da subfamília das quenopodiáceas, cujas cinzas são especialmente ricas em carbonato de sódio»

A flor ou fruto dessa planta, suponho,  trouxe-me à ideia os chuchus ou coisa parecida, os quais segregavam um líquido que gostávamos de saborear... Seria a tal barrilha?
Os botânicos que nos expliquem, por favor.

Gafanha antiga para os mais idosos




Estas duas fotos da nossa igreja matriz e arredores são especialmente dedicadas aos mais idosos, para os ajudar a reavivar a memória. Os mais novos não terão, eventualmente, grande interesse, ou talvez tenham para poderem ver a evolução que entretanto se operou o na nossa terra.  Como recordo tudo isto!

Gafanha da Nazaré: Da torre da igreja para sul

Cemitério 
Cemitério

Uns 70 anos separam estas duas fotografias. Oferta do Ângelo Ribau, um apaixonado pela fotografia.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Gafanha Antiga: Da torre da igreja para norte



Encontrei esta foto num dos meus blogues, quando procurava outras. Partilho-a na esperança de que alguém possa identificar alguns pormenores. Eu dou uma ajuda: Lá está o antigo mercado, a escola da Cambeia, situada, curiosamente, no Bebedouro, terrenos onde, entretanto, plantaram casas, e mais não digo...

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Gafanha da Nazaré: Algumas datas para esclarecer



1. A ereção canónica da paróquia de Nossa Senhora da Nazaré aconteceu em 31 de agosto de 1910 por decreto do Bispo de Coimbra, D. Manuel Correia de Bastos Pina, a cuja diocese pertencíamos.  Só em 11 de dezembro de 1938, com a restaurada Diocese de Aveiro, é que deixámos a diocese coimbrã.

2. No dia 27 de outubro de 1910, verificou-se a instalação e primeira sessão da Comissão Paroquial da freguesia da Gafanha, concelho de Ílhavo, que ficou assim constituída:
Presidente: José Ferreira de Oliveira
Tesoureiro: António Teixeira
Secretário: Manuel Nunes Ribau
Vogais: Jacinto Teixeira Novo, José Maria Fidalgo e Manuel Ribau Novo.
O tesoureiro não assinou a ata por ter faltado à sessão. Veio a falecer algum tempo depois.

3. A instalação da Primeira Junta da Paróquia da Gafanha da Nazaré teve lugar a 2 de janeiro de 1914. Ficou assim constituída:
José Ferreira de Oliveira
João Sardo Novo
José Maria Fidalgo
Manuel Ribau Novo
José da Silva Mariano
Manuel José Francisco da Rocha
Manuel Conde
Secretariou Alberto Ferreira Martins
Na mesma sessão, os presentes elegeram por unanimidade, José da Silva Mariano como presidente, João Sardo Novo como tesoureiro e Alberto Ferreira Martins como secretário. Posteriormente, a nova junta nomeou para vice-presidente Manuel José Francisco da Rocha.

domingo, 21 de agosto de 2016

O bispo que criou a paróquia de Nossa Senhora da Nazaré


 D. Manuel Correia de Bastos Pina

Anda, ao que julgo, muito esquecido entre nós o Bispo que decretou a ereção canónica da nossa paróquia em 31 de agosto de 1910. Trata-se de D. Manuel Correia de Bastos Pina, Bispo-conde de Coimbra, natural da Carregosa, concelho de Oliveira de Azeméis, onde nasceu em 19 de novembro de 1830.
Na altura, a Diocese de Aveiro ainda não havia sido restaurada, pelo que pertencíamos à Diocese de Coimbra. E só em 1938, no dia 11 de dezembro, com a restauração da Diocese de Aveiro, é que deixámos de pertencer à Igreja Conimbricense.
O Bispo-conde de Coimbra tinha uma natural simpatia por Aveiro. Estudou em Ílhavo e mais tarde acompanhou o percurso de D. João Evangelista de Lima Vidal, primeiro bispo da restaurada Diocese de Aveiro, com manifestações de estima e proximidade, dele tendo dito D. João que «era uma figura poderosa de bispo, cheio de prestígio e vida», conforme li no livro “Lima Vidal no seu tempo”, de João Gonçalves Gaspar (I Vol., pág.104).
Segundo A. Jesus Ramos, autor da biografia do Bispo-conde de Coimbra, intitulada “O Bispo de Coimbra D. Manuel Correia de Bastos Pina”, o biografado foi «uma das figuras mais marcantes da Igreja em Portugal na segunda metade do século XIX e inícios do século XX». D. Manuel faleceu em 19 de novembro de 1913.
Noutra passagem do livro de João Gonçalves Gaspar lê-se que «Muitas vezes esteve em Aveiro o bispo-conde e até se dirigiu aos arciprestes, párocos e clérigos dos concelhos de Aveiro, Ílhavo, Vagos e Mira, escrevendo-lhes uma carta pastoral sobre a Ria que tem a data de 30 de janeiro de 1891». Acrescenta, ainda, que «também pôs à disposição do arcipreste de Aveiro a quantia de duzentos mil réis para ajudar os pescadores mais necessitados a fazerem a substituição das redes de pesca, em obediência aos regulamentos oficiais».
Não consta que tenha visitado a Gafanha, mas esteve em Ílhavo.

Fernando Martins

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Gafanha do Carmo — Parque das Merendas


O Parque das Merendas da Gafanha do Carmo julgo que está devidamente preparado para receber quem aprecia, em tempo de verão, a sombra fresca do arvoredo enriquecida pela cobertura de palha. A merenda será fácil e as bebidas  também têm de marcar presença para refrescar corpos e ideias. Aproveitem porque daqui a uns tempos vai-se o sol e volta o frio tão desagradável.