sábado, 26 de setembro de 2009

Recordações: A Pesca do Bacalhau




Faina Maior
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Os tempos da pesca do bacalhau, que deram fama e proveito à Gafanha da Nazaré e sua região, têm vindo a ser evocados pelo meu amigo e colaborar Manuel Olívio da Rocha. Escreve, semanalmente, no Pela Positiva, apresentando registos preciosos que fazem parte indelével da história do país. Convido os meus leitores do Galafanha a espreitarem um pouco, mas penso que os mais ávidos destes assuntos não deixarão de ler e de tomar notas, muito úteis para quem gosta da nossa história marítima, para muitos trágico-marítima. Leia aqui.

FM

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Padre Rubens António Severino: Notas Biográficas -2

Padre Rubens numa vigília de Natal

Dos primeiros contactos com Schoenstatt
até Prior da Gafanha da Nazaré

O primeiro trabalho do Padre Miguel, no Brasil, como presbítero foi na Universidade Católica de São Paulo, onde entrou como capelão em Janeiro de 1967. A oportunidade surgiu quando a universidade procurava um capelão. Os seus responsáveis manifestaram o desejo de ter um capelão do Instituto dos Padres de Schoenstatt, no qual o Padre Miguel ingressou, depois de ordenado presbítero, em 1966. E essa oportunidade é logo aproveitada pelo Padre Miguel, que se oferece para ali exercer o seu múnus sacerdotal.
Em São Paulo, com o Padre António Lobo, abre um Lar para Estudantes Universitários, que o jovem Rubens passa a frequentar. Entretanto, o Padre Miguel regressa à Europa em Dezembro de 1968, ficando no Brasil o Padre Lobo.
No contacto com o Padre Lobo, o primeiro padre português a ingressar no Instituto dos Padres de Schoenstatt, e o primeiro, também, a fazer a Aliança de Amor, o jovem Rubens descobriu a sua vocação, já ligado ao Movimento.
Sentiu que Deus o chamava a ser sacerdote para se dedicar ao trabalho de Educação Juvenil. Parte, então, para Schoenstatt, na Alemanha, onde ingressa no noviciado do Instituto dos Padres de Schoenstatt, seguindo estudos universitários na faculdade de Teologia de Münster.
Com o diploma de Teologia, volta ao Brasil, passando pela Gafanha da Nazaré, onde trabalhavam os Padres do Instituto.
Antes, porém, aquando da sua ordenação como diácono, uma “embaixada” da Gafanha da Nazaré vai participar na cerimónia, “com o fito de o catequizar para vir trabalhar para a paróquia”, recorda o Padre Miguel Lencastre. É ordenado presbítero em 12 de Agosto de 1978. Em 1979 frequenta um curso de Pastoral na Alemanha, após o qual entra como coadjutor na paróquia da Gafanha da Nazaré, passando a desempenhar o cargo de prior em 1982.
Fernando Martins

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Efeméride Gafanhoa: Nascimento de Joana Maluca

1788 – 7 de Setembro – Nasce Joana Rosa de Jesus

Em 7 de Setembro de 1788 nasceu Joana Rosa de Jesus, também conhecida por Joana Maluca ou Joana Gramata. Viria a falecer em 1878, com 90 anos de idade, portanto.
O apelido Maluca veio de seu marido, José Domingos da Graça, a quem chamavam “o Maluco”, no dizer do primeiro pároco da Gafanha da Encarnação, padre João Vieira Rezende, autor da Monografia da Gafanha.
Quando faleceu, Joana Maluca deixou nove filhos e 66 netos, que chegou a conhecer, tendo todos eles deixado prole.
Diz o Padre Rezende: “É claro que, uma geração tão numerosa e florescente, entroncada numa idade tão provecta, e a quem ela assistia como senhora, e rainha, deu-lhe o direito de crismar a sua povoação, a Gafanha-da-Gramata, com a alcunha que ela tinha recebido do marido. Era de justiça o privilégio, que os lugares circunvizinhos lhe concederam. Aparecer no local mal povoado uma macróbia, chefiando um povo de 66 netos, dava direito a consagração que ficasse marcando nas gerações futuras – mesmo como aproveitável lição contra as nefandas práticas do maltusianismo, agora em moda.
“Ainda hoje [1944] existem na Gafanha da avó Maluca, na Gafanha-da-Maluca, muitos Domingos da Graça, seus descendentes, mais conhecidos por Malucos. Desta vez foi a Joana maluca quem deu o nome a esta Gafanha."

sábado, 5 de setembro de 2009

Padre Rubens António Severino: Notas Biográficas

Padre Rubens

Filho de família tradicionalmente católica
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1. O Padre Rubens António Severino nasceu a 7 de Agosto de 1942 e foi ordenado presbítero em 12 de Agosto de 1978.
Coadjutor, na Gafanha da Nazaré, de 1979 a 1982, passou a pároco com a saída do Padre Miguel Lencastre, nessa última data. Exerceu o cargo até ao seu falecimento, que ocorreu em 21 de Março de 1990, no Brasil, onde se fixou depois da grave doença que o acometeu e que viria a vitimá-lo. Está sepultado junto ao Santuário de Jaraguá, em São Paulo.
O Padre Rubens era filho de “família tradicionalmente católica”, tendo nascido em Rio das Pedras, no Brasil. Era o quinto filho da família, sendo seus pais João Severino e Ângela Padovezi. Foi baptizado “logo a seguir na igreja matriz do Senhor Bom Jesus de Rio das Pedras, Estado de São Paulo”.
A infância foi normal e ao completar sete anos de idade passou a frequentar a escola primária no Grupo Escolar Barão de Serra Negra. Após a escola primária, foi estudar para o Colégio Piracicabano, onde fez o ginásio. Passou depois para a Escola Normal Rural Professor José de Melo Morães, tendo aí concluído, em 1963, o curso de formação para professores primários.
Começa a dar aulas na fazenda Santa Joana. Para chegar ao local, somente o podia fazer de cavalo, pois não possuía outro meio de transporte.
Paralelamente, ajudava os pais no armazém de cereais, ao mesmo tempo que resolve estudar à noite, completando o curso de aperfeiçoamento para professores primários.
Mais tarde, inicia uma carreira universitária no colégio Piracicabano, na Faculdade de Pedagogia. Como funcionário público, vai trabalhar em Osasco, São Paulo, e funda, com outros colegas, uma ‘República’ – casa para professores primários, onde todos fazem os serviços domésticos.
Continuando a estudar, frequenta a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, onde conclui a licenciatura em psicologia, pedagogia e sociologia.
Entretanto, especializa-se em Administração Escolar e noutras áreas da Educação, na Faculdade de Filosofia Nossa Senhora Medianeira dos Padres Jesuítas.

Fernando Martins

Fonte: “Gafanha - Nossa Senhora da Nazaré”, de Manuel Olívio Rocha e Manuel Fernando da Rocha Martins

Nota: A seguir, Padre Rubens e Schoenstatt

JORGE RIBAU BRINDA-NOS COM A CHORA

Receita O prato  A nossa gastronomia tem muito mérito com muitos sabores, mas tem estado um pouco esquecida, por culpa, nat...