domingo, 24 de julho de 2011

FÉRIAS

De quando em vez é preciso parar, para descansar e para refletir. Penso que há muito devia ter feito isto. Escrever todos os dias, para os meus blogues e não só, começa a pesar. Os meus amigos e leitores podem, porém, ficar cientes de que voltarei logo que possível... Até breve.

Fernando Martins

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Gafanhões

Sob os pinheiros da Gafanha
Na praia da Costa Nova: Partida de um barco de pesca tripulado por gafanhões

NOTA: Volto a publicar estas fotos, porque alguns leitores não as puderam ver com nitidez.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Milagre Botânico

O milagre botânico do jardim do canal de Oudinot

A revista "Aveiro e o seu Distrito", que já não se publica, leva-me a visitá-la de quando em vez para ficar a saber um pouco mais da história da nossa região. No seu número 23/25 de 1977/1978, a ilustrar um texto, tem esta foto com a legenda que aqui deixo. Como curiosidade, há o facto de se reconhecer, há 33 anos, como milagre botânico, a existência de vegetação com água salgada por todos os lados. Isto concluo eu.

terça-feira, 12 de julho de 2011

RÁDIO TERRA NOVA celebra Bodas de Prata



Terra Nova deu os primeiros passos 
em 12 de julho


A RTN nasceu na década de 80 do século passado, num período de baixa de preços dos equipamentos de emissão. Um pouco por todo o mundo, e em Portugal também, surgiram rádios locais, muitas vezes direcionadas para simples bairros. Pretendia-se divulgar iniciativas de instituições dos mais variados ramos, que nunca tinham vez nem voz nas rádios nacionais. O boom das “rádios piratas” foi de tal ordem elevado, que as entidades oficiais não tiveram qualquer hipótese de impedir o seu funcionamento.
Em 12 de julho de 1986, a RTN, mesmo sem batismo, foi para o ar, na sede da Cooperativa Cultural. Diz a sua história que eram 11.30 horas de um sábado. «Ligámos apenas um amplificador e passámos música gravada», recorda Vasco Lagarto.
Em 31 de dezembro de 1988 “calou-se”, por imposição do processo de legalização entretanto iniciado. Mas em 26 de março de 1989, num domingo de Páscoa, agora com alvará e com as exigências de legislação entretanto aprovada, reiniciou as suas emissões, assumindo um projeto voltado para as realidades culturais, sociais, desportivas e outras das comunidades envolventes, num raio de ação que hoje chega aos 50 quilómetros.
Posteriormente, adotou o nome Terra Nova, não só em homenagem a quantos viveram a saga da Faina Maior — Pesca do Bacalhau — nos mares do mesmo nome, mas ainda por refletir o sonho de quantos apostam numa terra nova, no respeito pelo progresso sustentado e pelos direitos humanos.
A sua programação assenta na informação e na atualidade regional e nacional, juntamente com uma cuidada escolha musical. Os programas de “palavra”, com personalidades que, pela sua formação académica ou experiência profissional, têm um papel preponderante na realidade regional, ocupam sempre lugar especial.
Com estúdios centrais na Gafanha da Nazaré, em espaço cedido no Centro Cultural da nossa terra, emite em FM 105.0Mhz, para os concelhos de Ílhavo, Aveiro, Vagos, Estarreja, Murtosa, Ovar, Oliveira de Azeméis, Albergaria-a-Velha, Águeda, Oliveira do Bairro, Anadia, Cantanhede e Mira.

Fernando Martins
"Gafanha da Nazaré: 100 anos de vida"

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Naufrágio do "Maria da Glória"


Navio-motor "Maria da Glória"

Depois daquilo, eu nunca mais fui capaz de ser o mesmo home!

«Ah gentes amigas, s’aqui, nestes bancos do bacalhau, cada home dos nossos qu’as ondas comeram, ficasse assinalado por uma alminha acesa, como é d’uso lá nas nossas terras, podem crer, amigos, qu’atão este mar saria todo ele um luzeiro, maior qu’aquele qu’enche a Cova d’Iria, no treze de Maio!» 

Isto, tal qual, ouvi-o eu ao ti’Zé Caçoilo. E é verdade. 
Bernardo Santareno, 
em ”Nos Mares do Fim do Mundo” 



segunda-feira, 4 de julho de 2011

Igreja matriz no centro da freguesia



Igreja antiga

A igreja devia ficar no centro 
da freguesia e ficou mesmo


«Alguns dias antes da inauguração e por ordem da comissão e do senhor Prior Sardo fui à missa à capela que se situava na Chave acompanhado de alguns homens, com a missão de transportar as imagens para a nova igreja que ainda nem sequer estava concluída. 
Era dia de semana e a missa terminou por volta das 7 horas da manhã. Era ainda noite, portanto, e, talvez por isso, não houve oposição dos vizinhos da capela que, segundo se dizia, não deixariam tirar as imagens nem os objectos de culto. Num outro dia trouxemos os altares, dos quais só se aproveitaram dois porque os outros eram de canto. 
Nem desta vez houve barulho como se esperava e alguns vizinhos da capela ainda nos ajudaram a carregar os altares e nos emprestaram cordas. E repare que nesse dia apareceu muita gente. 
Trouxemos também o sino que é o pequeno da nossa actual igreja, mas a pedra de ara só veio no próprio dia da inauguração. 
Como em tudo, há sempre quem não concorde. Foi o que aconteceu também nessa altura. Os da Chave queriam lá a igreja, os da Cale da Vila queriam-na no seu lugar, mas a verdade é que para servir a todos ela devia ficar no centro da freguesia e ficou mesmo.»

João Catraio,
em entrevista ao Timoneiro,
Maio de 1971



sexta-feira, 1 de julho de 2011

Recordações: Pombos-correios na Gafanha da Nazaré

Largada de pombos-correios na dia do município

Os corredores de fundo

Quando os pombos-correios começaram a sobrevoar, em bando, a nossa terra, na década de cinquenta, longe estaríamos de pensar que esta “paixão” de alguns gafanhões chegasse tão longe. Mobilizar 1250 pombos, todas as semanas, para concursos nacionais e internacionais, durante seis meses, não será tarefa fácil.
Nos princípios, em data que não posso precisar, fui convidado para assistir a um encontro de formação destinado a columbófilos da Gafanha da Nazaré. O palestrante, dos lados do Porto, era especialista no assunto e com fama de campeão.
Foi um gosto ouvi-lo, sobre o tratamento, seleção e arte de treinar campeões. E pelas perguntas que lhe faziam os participantes, compreendia-se que não estavam ali para brincar. Os pombos-correios tinham e têm, pelo que ouvi, horários para cumprir, alimentação selecionada e regrada, regras para atender as sugestões do dono e truques para entrarem no pombal sem perda de tempo, que os minutos e segundos contam bastante nos concursos.
Imagino quanto sofrem os columbófilos da nossa terra, e não só, quando algum pombo se perde no caminho durante as provas em que têm de mostrar resistência, capacidade de sofrimento, e um sentido de orientação, que lhes é próprio, muito apurado.

Fernando Martins

JORGE RIBAU BRINDA-NOS COM A CHORA

Receita O prato  A nossa gastronomia tem muito mérito com muitos sabores, mas tem estado um pouco esquecida, por culpa, nat...